"SEMPRE IMAGINEI QUE O PARAÍSO FOSSE UMA ESPÉCIE DE LIVRARIA".
(Jorge Luís Borges)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Minhas leituras de janeiro e o desafio literário 2015

Férias: sombra, água fresca e um bom livro. Mais tempo livre significa mais livros lidos. Aproveitei o verão na piscina, mas não deixei os livros de lado. 

Foram cinco os meus companheiros de férias e, claro como água, meus escolhidos foram os policiais. Como boa amante do gênero, escolhi a companhia do norueguês, Jo Nesbo (um dos meus autores preferidos), e dos americanos, John Hart e Maggie Shipstead (os quais não conhecia) e do britânico, Robert Galbraith ou J.K. Rowling, para quem preferir. 

Em ordem cronológica de leitura, os meus livros de janeiro foram: O Leopardo (John Nesbo); Os últimos preparativos (Maggie Shipstead); O último filho (John Hart); O bicho-da-seda (Robert Galbraith) e A estrela do diabo (Jo Nesbo). 


Editora Record
2014 - 602 pgs.
Editora Record
2011 - 420 pgs.

Para Nesbo, muitas estrelas, sempre. Difícil dizer qual deles é o melhor, Gostei muito, de ambos. Harry Hole, o detetive de Nesbo, é, de longe, uma das melhores personagens da literatura policial. 








Amo de paixão a série Harry Potter, mas, confesso, não gostei de J.K. Rowling, nem de Robert Galbraith em tramas policiais, ainda que os livros não sejam ruins, e foram avaliados, todos, com 03 estrelas. O detetive, Cormoram Strike (O chamado do Cuco e O bicho-da-seda), tão sombrio como Hole, nos cativa, mas a trama, nem de longe lembra Potter e não chega perto da narrativa de Nesbo.

O bicho-da-seda - Robert Galbraith
Editora Rocco
464 páginas
2014 


Surpresa mesmo foi a trama muito bem articulada por John Hart, em O último filho. Jhonny Merrimon e o detetive Hunt conseguem nos prender à estória desde a primeira página. Suspense de  tirar o fôlego com um final surpreendente. 

O último filho - John Hart 
Editora Record
476 páginas
2014



Para cumprir o primeiro mês do desafio literário, que foi muito tranquilo, uma vez que o tema era livre, escolhi resenhar o único deles que não era policial e pelo qual tinha grandes expectativas: 


Os últimos preparativos, de Maggie Shipstead.

Editora Record - 336 pags. - 2014

A sensação, depois de ter lido "Os últimos preparativos" foi: "ahn? cadê a estória? acabou"? Não estava preparada para a leitura tediosa que o livro me proporcionou, do começo ao fim.

O livro foi premiado, seus direitos autorais comprados para o cinema por Sofia Copola, esteve na lista de best sellers do New York  Times e foi tratado, pelo The Guardian, como uma comédia de costumes mordaz e inteligente. 

A sinopse promete uma estória interessante e fiquei curiosa para saber o que aconteceria durante os preparativos de uma festa de casamento que reúne todos os familiares e amigos dos noivos em uma ilha. Geralmente, família reunida dá samba, brigas e muitas gargalhadas. Não foi o que aconteceu aqui e, sinceramente, não entendi o prêmio e as boas indicações.

Num final de semana, familiares e amigos estão reunidos em uma ilha para o casamento de Daphne, uma das filhas de Winn. O pai da noiva, estressado, antiquado, e do tipo que dá muito valor para a opinião alheia, colocando seus próprios interesses acima da felicidade da família, está a mil com os últimos preparativos para o evento. Com a responsabilidade de chegar a tempo com o vestido da noiva e ainda preparar um jantar com lagostas para a família do noivo, ele chega a ilha com duas preocupações centrais: sua atração por uma das amigas de infância da filha, que ele julga estar interessadissima por ele; e sua possível admissão no clube de golfe local, frequentado apenas pela "nata", e que já indeferiu o seu pedido várias vezes.

E assim, a estória começa e se arrasta pelas mais de 300 páginas, sem dizer a que veio. Tudo se resume aos detalhes dos preparativos para o casamento e o egocentrismo da personagem principal, Winn, o pai da noiva. 


Enfim, personagens sem graça, chatos, estória insossa. Não gostei. Quem sabe, ficará melhor no cinema.

Avaliado com 01 estrela.

Desafio literário Skoob 2015

"Onde os sonhos começam", Josef Kote, 2012. Albania, EUA.

Há tempos não passo por aqui. Não que tenha deixado de ler, mas me faltava tempo para dar meus pitacos por aqui.

Então, esse ano, a convite de minha amiga Marta, resolvi participar do desafio literário do Skoob 2015.

As regras determinam a leitura e resenha de, ao menos, um livro por mês, de acordo com os temas previamente estabelecidos.

Para quem está curioso e, quem sabe, também queira participar do desafio lendo os temas propostos, posto aqui a lista para o ano todo:


Temas para o desafio:

- Janeiro: novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)

- Fevereiro: Fantasia

- Março: Escritoras com ‘A’ maiúsculo (um livro escrito por mulher)

- Abril: Pega na mentira! (uma história que envolva mentira, falsidade, enganação)

- Maio: Língua-mãe (livros escritos originalmente em português)

- Junho: Casais (namorados, casados, separados, viúvos, etc)

- Julho: Inverno (histórias que se passem em um lugar frio, capas que remetam ao inverno)

- Agosto: Folclore e Mitologia

- Setembro: Livros banidos

- Outubro: Terror

- Novembro: Finados (personagens que têm que lidar com a morte – já ocorrida ou iminente)

- Dezembro: Ganhadores de prêmios (livros/autores vencedores do Jabuti, Nobel, Pulitzer, etc)


Meu pesadelo certamente será setembro. Vamos ver qual será o livro a me cativar.

Lá vou eu, encarar o desafio!

Cuco - Julia Crouch

Cuco - o primeiro erro foi convidá-la para entrar...
Cuco
Julia Crouch
Ed. Novo Conceito
2012 - 464 pgs.

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

Para quem gosta de um bom suspense, Cuco está aí, aguardando sua leitura. De fato, nunca se sabe o que pode acontecer quando passamos a dividir o nosso teto com outros pessoas, ainda que, nossos melhores amigos. Convivência é algo muito complicado, e por mais amor que exista entre as partes, sempre haverá algo para incomodar, ainda que pequenas manias.

Rose pensava que conhecia sua melhor amiga, Polly, com quem mantinha estreitos laços desde a juventude. Bastou trazê-la para sua casa, e a convivência mostrou que nem tudo é o que parece ser.
 
Só posso dizer que é eletrizante do começo ao fim. Um thriller psicológico, que nos faz parar para analisar se, de fato, estamos enchergando as coisas da maneira certa.

Avaliei com 04 estrelas, no Skoob.
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