"SEMPRE IMAGINEI QUE O PARAÍSO FOSSE UMA ESPÉCIE DE LIVRARIA".
(Jorge Luís Borges)

domingo, 28 de julho de 2013

O menino da mala - Nina Borg Livro 1 - Lene Kaaberbøl, Agnete Friis

 

O Menino da Mala - Nina Borg - Livro 01

 Lene Kaaberbøl, Agnete Friis

Editora Arqueiro - 2013

256 páginas

Sinopse:
“Você adora salvar as pessoas, não é? Bem, aqui está a sua chance.” Mesmo sem entender o que sua amiga Karin quer dizer com isso, Nina atende seu pedido e vai até a estação ferroviária de Copenhague buscar uma mala no guarda-volumes. Dentro, encontra um menino de 3 anos nu e dopado, mas vivo. Chocada, Nina mal tem tempo de pensar no que fazer, pois um brutamontes furioso aparece atrás do garoto. Será que ela está diante de um caso de tráfico de crianças? Sem saber se deve confiar na polícia, ela foge com o menino e vai à procura de Karin, a única que pode esclarecer aquele absurdo. Quando descobre que a amiga foi brutalmente assassinada, Nina se dá conta de que sua vida está ameaçada e que o garoto também precisa ser salvo. Mas, para isso, é necessário descobrir quem ele é, de onde veio e por que está sendo caçado.

Neste primeiro livro da série da enfermeira Nina Borg, vendido para 27 países, as autoras Lene Kaaberbøl e Agnete Friis apresentam uma heroína que luta contra seus demônios e busca fazer justiça em meio à crueldade e à indiferença do mundo
.

 
“Os fãs de Stieg Larsson irão adorar O menino da mala. Nina Borg é uma versão ainda mais atraente de Lisbeth Salander e agradará especialmente ao público feminino.” - Publishers Weekly
Foi exatamente a primeira frase que me fez comprar o livro sem pestanejar: se a crítica comparou ao Stieg Larsson, não tem como ser ruim. Uma comparação com Agatha Christie me fez comprar o primeiro livro da Camilla Lackberg e eu me apaixonei.

Infelizmente não posso dizer o mesmo quanto às autoras de O menino da mala. E compará-las ao Larsson foi demais, puro marketing. Nina Borg não chega aos pés de Lisbeth, nunca.

A história em si não é inusitada (ainda mais nos dias de hoje, em que a violência já nos fez ver crianças em caixas de sapato, latas de lixo e coisas muito piores)e a narrativa um pouco cansativa do início ao meio do livro. O final deslancha rapidamente e você consegue descobrir a razão do menino ter ido pra dentro da mala e quem é o cérebro mal intencionado por trás da idéia.

Nina Borg está mais para as personagens do Clube de Mulheres contra o crime, de James Patterson ou Myron Bolitar, do Harlan Coben (eu também gosto deles), que para Salander. Como os outros citados, tem um certo carisma, mas jamais aquele charme desconcertante.

Sinceramente, no quesito autores policiais, os suecos (Larsson e Lackberg) e o norueguês (Jo Nesbo) dão de 10 nas dinamarquesas do Menino da Mala.

 Apesar das críticas quanto ao exagero nas comparações, O menino da mala não é um "livro mala".

Não será um dos meus favoritos, mas não decepciona. Talvez tivesse gostado mais se minhas expectativas (em razão da comparação) não fossem altas.

Acredito que para aqueles que ainda não leram tantos policiais como eu, e principalmente, para quem ainda não leu Larsson ou Nesbo, o livro poderá agradar.

Além do mais, por ser uma série, quem sabe o próximo título me faça mudar de opinião.
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