"SEMPRE IMAGINEI QUE O PARAÍSO FOSSE UMA ESPÉCIE DE LIVRARIA".
(Jorge Luís Borges)

domingo, 17 de junho de 2012

Carandiru - Um depoimento póstumo - Renato Castellani

Todos sabem da minha paixão por romances espíritas, contudo, gosto muito mais de livros que me trazem histórias sobre a vida além túmulo, em que os desencarnados contam sobre seu desligamento, sua passagem, sua adaptação, e os espíritos há mais tempo na pátria espiritual falam de seus afazeres, dos trabalhos junto aos encarnados e socorro aos desencarnados.

Por isso é lógico que minha curiosidade foi aguçada quando me deparei com o lançamento de Carandiru - Um depoimento póstumo, e estou ansiosa para iniciar a leitura. 

Publicado pela Editora Lachâtre, o livro foi psicografado pelo espírito Zeca através do médium Renato Castellani. O que me chamou a atenção para a história é o fato de que a narrativa é feita a partir do ponto de vista de um dos 111 presidiários mortos na invasão ocorrida em outubro/1992.

Outro fato curioso é que o editor só conseguiu checar as minúcias relatadas no livro, após ser preso injustamente. 

Já assisti ao filme Carandiru, baseado no livro do Dr. Drauzio Varella - Estação Carandiru, e fiquei impressionada com o universo daquele presídio e com o desenrolar da trama que culminou com o massacre, contado sob a ótica de quem conviveu com os detentos por muitos anos. Agora quero conhecer o outro lado da história: o que aconteceu com os espíritos daqueles detentos, após o doloroso combate. Aliás, assunto esse que muito me intriga, afinal, os erros cometidos durante a vida terrena pode nos levar para tortuosos caminhos no astral.

Bom, depois conto o que achei. Com vocês: Carandiru - Um depoimento póstumo de Renato Castellani e Zeca.

(Obs.: acabei de ler e confesso que esperava mais, contudo, a mensagem principal é que todos, até os maus, têm o seu momento de bondade, e, com certeza absoluta, todas as nossas ações e pensamentos são realmente colocados numa balança na viagem de volta).

Carandiru - um depoimento póstumo
Renato Castellani / Zeca
Ed. Lachâtre
1/2012 - 204 pgs.
Sinopse:
Sobre o massacre do Carandiru falaram sobreviventes e policiais. Faltava o depoimento dos executados. Esta obra é o relato de um dos presos do Carandiru executados no fatídico dia 2 de Outubro de 1992. De uma narrativa de violência e dor, destaca-se a mensagem de esperança que se desenvolve ao descobrir que a Providência Divina extrai lições mesmo dos momentos mais dramáticos de nossas vidas. 

Leia sobre a prisão do editor do livro e como ele conseguiu checar a veracidade das informações narradas pelo espírito Zeca.


Carandiru - o filme
Carandiru - Trailler

Estação Carandiru - Drauzio Varella

Impulsionada pelo Desafio Literário 2012, cujo tema do mês de julho eram títulos nacionais vencedores do Prêmio Jabuti, decidi ler Estação Carandiru, escrito pelo Dr. Drauzio Varella, uma vez que já havia visto o filme e lido Carandiru - Um depoimento póstumo, conforme já contei acima. 

Estação Carandiru foi vencedor do Prêmio Jabuti, como livro do ano não ficção em 2000. 

Escrito pelo Dr. Dráuzio Varella, o livro descreve o cotidiano do médico, durante uma década de trabalho voluntário no então, maior presídio do Brasil, conhecido como Carandiru. Com uma narrativa direta e até poética, o autor nos conta, em detalhes, como era a vida da população carcerária do presídio, nos apresentando personagens reais, que retratam o quão curiosa é a vida paralela que se leva na reclusão dos presídios. Eu gostei muito do filme, mas o achei um pouco caricato. O livro, ao contrário, nos deixa bem próximos da realidade vivida pelo autor, e das peculiaridades existentes somente atrás das grades. Nota 5.

Estação Carandiru
Drauzio Varella
Cia. das Letras
1999
Sinopse:
O médico Drauzio Varella relata dez anos de atendimento voluntário na Casa de Detenção de São Paulo, o maior presídio do Brasil, e mostra como um código penal não-escrito organizava o comportamento da população carcerária. Em 1989, o médico Drauzio Varella iniciou na Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Entre os mais de 7200 presos, conheceu pessoas como Mário Cachorro, Roberto Carlos, Sem-Chance, seu Jeremias, Alfinete, Filósofo, Loreta e seu Luís. Não importava a pena a que tinham sido condenados, todos seguiam um rígido código penal não escrito, criado pela própria população carcerária. Contrariá-lo poderia equivaler à morte. O relato de Drauzio Varella neste livro tem as tonalidades da experiência pessoal: não busca denunciar um sistema prisional antiquado e desumano; expressa uma disposição para tratar com as pessoas caso a caso, mesmo em condições nada propícias à manifestação da individualidade.  Lançado em 1999 e transformado em filme em 2003, por Hector Babenco, Estação Carandiru recebeu o Prêmio Jabuti 2000 de livro do ano e, desde então, já vendeu centenas de milhares de exemplares.



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