"SEMPRE IMAGINEI QUE O PARAÍSO FOSSE UMA ESPÉCIE DE LIVRARIA".
(Jorge Luís Borges)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Resistência - Agnés Humbert

Este é o meu segundo livro do tema Fatos Históricos, do Desafio Literário 2012.

Agnes Humbert é um dos símbolos da Resistência Francesa, tendo sido condecorada com a Medalha de Guerra por seu heroísmo, sua coragem e luta contra a ocupação alemã na França, durante a 2a Guerra.

Francesa, divorciada, mãe de dois filhos, Agnés era historiadora da arte e trabalhava no Museu Nacional de Artes e Tradições Populares de Paris, quando, em 40, em razão da ocupação da França pelos nazistas, fundou um dos primeiros grupos de resistência contra o regime alemão.

Por quase um ano, além de sua ativa participação no grupo denominado por ela de Résistance, Agnes manteve um diário, claro e direto sobre os acontecimentos, mas também leve e, inevitavelmente, cativante. Em abril de 1941, após ser presa junto com seus companheiros, o diário deixou de ser escrito, mas sua memória gravou, detalhadamente, tudo o que passou nos quatro anos em que se manteve nas prisões alemãs, trabalhando como escrava numa fábrica de tecidos.

Após sua libertação pelo exército americano, Agnes retomou o diário, contando, com riqueza de detalhes, todos os horrores que passou em cada um dos dias de sua vida nas mãos dos hitleristas, demonstrando que nem todos os sofrimentos que lhe impuseram conseguiram fazer com que perdesse a esperança de liberdade e de ver sua pátria liberta do jugo do exército de Hitler.

Resistir é preciso, sempre! Resistência - A história de uma mulher que desafiou Hitler, de Agnés Humbert, foi publicado pela primeira vez em 1946.

Resistência
Agnés Humbert
Nova Fronteira
2008 - 344 pags.
Sinopse:
Agnès Humbert, historiadora da arte, estava com 44 anos em 1940. Era separada, tinha dois filhos e trabalhava no Museu de Artes e Tradições Populares, instituição filiada ao Museu do Homem em Paris. Quando os alemães entraram na cidade, Agnès, como a maioria dos intelectuais, foge. Alguns meses depois ela decide voltar e fundar, junto com seus colegas do museu Boris Vildé, Anatole Lewitsky, Jean Cassou e Yvonne Oddon, o primeiro movimento de resistência na capital francesa.

Agnès e seus amigos enfrentaram os alemães na Paris ocupada, fazendo o que podiam: convocar pequenas greves estratégicas, conversar ao pé do ouvido com as mães na hora de apanhar as crianças no colégio, retirar as moedas de circulação, inundar as ruas vizinhas com folhetos impressos na madrugada anterior, distribuir um pequeno jornal que informava todas as ações do movimento e suas conseqüências. Até que os alemães a localizaram, a prenderam e a levaram para um campo de concentração. Lá os horrores da guerra a atingiram em cheio. Agnès decidiu resistir mais uma vez. E conseguiu.

Este livro, mistura de diário e memória, publicado pela primeira vez em 1946, é um relato surpreendentemente bem-humorado e irônico. O testemunho vivo de uma época e suas questões, o depoimento pessoal de uma mulher forte que sempre soube que estava do lado da vida e da liberdade.
 (Livraria da Travessa)

Um comentário:

  1. Lembrei-me de que tenho esse livro em minha estante. Obrigada pela dica!

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